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Já Não Terei Tempo

Memórias

Hubert Reeves

  • Edição Janeiro 2010
  • Colecção Ciência Aberta
  • ISBN 978-989-616-381-5
  • Páginas 380
  • Dimensões 0 x 0
€7,50
O título desta obra, retirado de uma peça coral com letra de Pierre Delanoë e música de Michel Fugain, atesta o entusiasmo com que Hubert Reeves sempre encarou a sua vocação de explorador do espaço: «Mesmo em cem anos, não terei tempo de visitar toda a imensidão dum tão grande Universo.»
 

Neste livro, Hubert Reeves entrega-se como nunca o tinha feito. Conta-nos como as experiências da sua primeira juventude na natureza canadiana forjaram a sua paixão pelo cosmos, como os entusiasmos e as decepções da sua formação científica o levaram ao desejo de partilhar o seu saber, como a filosofia, a religião e a música se uniram indissoluvelmente à sua demanda intelectual, como os encontros com outros grandes espíritos orientaram o seu, como as viagens em torno do planeta o levaram a tornar-se um seu ardente defensor – a vida ao mesmo tempo exemplar e singular de um investigador de hoje relatada na primeira pessoa.

Num tempo em que a aventura científica parece ir descobrindo os seus limites nos seus próprios sucessos, o valor dum tal testemunho é ímpar. Todos os leitores de Hubert Reeves o verão neste livro mais próximo ainda, e os novos leitores descobrirão um homem admirável e um cientista de excepção.
 

«Um dia, o meu pai chegou a casa com uma pilha de livros grossos. Tratava-se dos doze tomos da Enciclopédia da Juventude, numerados em algarismos romanos dourados sobre uma lombada preta. Os volumes intitulados O Livro da Natureza, A Terra e a Sua História, Países e Nações alimentaram, durante longos anos, os meus sonhos.

Através dessas leituras, desenvolvi um grande desejo de percorrer o mundo. Este projecto, sentia-o obscuramente, poderia preencher a minha existência. Como os exploradores dos séculos passados cujas crónicas ocupavam os meus tempos livres, ansiava por me lançar ao caminho. Esta urgência nunca me deixou e as gratificações de que lhe sou devedor ultrapassaram sempre as minhas esperanças.»
 

Imortal de José Rodrigues dos Santos

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