No discurso tão franco como comovente que proferiu em Estocolmo ao ser galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 2017, Kazuo Ishiguro reflectiu sobre o modo como foi moldado pela educação e sobre os pontos de viragem da sua carreira, sobre aquelas «centelhas discretas e privadas de revelação» que o construíram como escritor.
Este é um ensaio sobre a matéria de que se faz um escritor (o «such stuff» de que Shakespeare dizia serem feitos os sonhos) por um dos melhores romancistas do nosso tempo.














