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Comboio na Duna

Silvério Manata

  • Edição Março 2022
  • Colecção Gradiva
  • Páginas 176
  • Capa Brochada/capa mole
  • Dimensões 22,20 x 14,70
€14,00 €12,60
Indisponível

Livro vencedor do Prémio Literário João Gaspar Simões

Comboio na Duna tem como cenário o último quartel do séc. XIX de uma pequena vila da região da Gândara, que serviu também de pano de fundo à ficção de Carlos de Oliveira.

Na esteira do entusiamo regenerador que rasgou o país de estradas e caminhos de ferro, também ali o comboio, de investimento privado, sulcou o litoral gandarês, chegando aos palheiros de uma mancheia de pescadores da arte xávega. Assumindo-se como a solução para o problema económico, social e político daquelas areolas esquecidas, o comboio, que transportaria o peixe e o moliço da Ria, haveria de as arrancar ao isolamento. As vozes neste romance dão conta das peripécias do «cavalo a vapor» pintando simultaneamente os quadros rurais da época que, por sua vez, se vão encaixando no enredo.

Sendo este microcosmos ficcionado a imagem de Portugal, ganham relevo as vozes do carreiro e do almocreve por simbolizarem o atraso do país. Mas o comboio que chegou a ser visto como solução acabaria por ter vida efémera. Coincidindo com o período do Ultimato britânico e da bancarrota, a que nos tinham levado os megalómanos investimentos do Tesouro, a via-férrea – símbolo do progresso – é soterrada pelas areias dunares e, desmantelada, é o carreiro quem, de modo significativo, leva o material circulante que restou do sonho.