Catálogo
Voltar atrás
Novidade

Cabra-Cega

Roger Vailland

  • Edição Fevereiro 2022
  • Colecção Gradiva
  • ISBN 978-989-785-119-3
  • Páginas 336
  • Capa Brochada/capa mole
  • Dimensões 14,7x22,2
€10,99

Outros canais de venda

O grande romance da resistência francesa.

«Uma das mais marcantes leituras do final da minha adolescência. Outros tempos na nossa Terra que o romance, apaixonante, de Roger Vailland, de alguma forma evocava. A valentia, a dignidade, a coragem, o desejo, a traição, num turbilhão de empolgante leitura. Um livro que é também um retrato de Vailland, intelectual, libertino, resistente, militante clandestino nos anos de brasa da ocupação alemã. Um homem que mesmo na fase em que foi comunista nunca deixou de pensar pela sua cabeça e de ser um homem de liberdade. Uma leitura que recomendo muito vivamente.»

 João Barroso Soares

«Cabra-cega é actual mesmo no ‘datado’! Revela, vivo, dramático, a frustração que seria a desses jovens intelectuais, como Marat/Vailland – herói e libertino –, dos ideais de liberdade e de progresso como os viveram, nessa aventura de vida e de morte que foi a Resistência (Vailland entraria para o PCF em 52 e sairia em 56, depois do relatório Khrushchev e da invasão da Hungria): a divisão do socialismo, a grande decepção que foi o comunismo. Como as gerações posteriores descobririam, a sociedade então imaginada viria a ser realizada não pelo comunismo e com ele, mas pela democracia liberal, desde a prosperidade a um mundo que até nas conquistas da ciência, nas liberdades, nas emancipações, no progresso seria aquele por que combateram na Resistência. Drôle de Jeu é sobretudo, porventura, a reflexão que continuaria a ser a da minha geração, sobre o amor, a esperança, a vida, o sentido dos combates, sobre tudo, num tempo em que se inscreve a raiz de tanto do presente. Lê-se (reli-o) num ápice.»

Guilherme Valente

O romance Cabra Cega foi publicado imediatamente após o final da Segunda Guerra Mundial, e recebeu, ainda em 1945, o importante prémio Interallié.  É considerado o grande romance da resistência francesa. É certo que o autor fez questão de o classificar como obra de ficção. Mas não é menos verdade que Vailland fizera parte da resistência francesa e que o livro tem por isso uma autenticidade muito especial, que faz dele uma espécie de ficção-verdade.  Na França ocupada, alguns homens jogam, como se independentemente das suas vontades, o jogo perigoso da resistência armada e da paixão amorosa. O libertino Marat, o romântico Rodrigue, o ingénuo Frédéric vivem a actividade terrorista como um ofício tirânico, onde o risco é a regra do dia-a-dia. Cabra Cega desenha-nos, com um misto de lucidez cínica, de pequenos apontamentos psicológicos e até de reflexão política, o quadro pitoresco de uma Paris em que patriotas e colaboracionistas tentavam esquecer, muitas vezes nos mesmos locais, aquilo que o amanhã podia reservar-lhes. Cabra Cega relata-nos o envolvimento de muita gente nas teias da resistência mesmo não sendo filiados em qualquer partido político.  Mas, aderindo à causa passando por todos os perigos, usando todos estratagemas desde documentos falsos, moradas clandestinas, sempre jogando o jogo do inimigo uma caça do gato e do rato que a Gestapo jogava muito bem.