Não Ficção, Psicologia

Delírio e Sonhos na Gradiva de Jensen

— Entregas a partir de dia 13 de Janeiro —

«A realidade, maravilhosa, venceu definitivamente o delírio. Mas, antes que os apaixonados deixassem Pompeia, este tinha de ser uma última vez homenageado. Ao chegarem à Porta de Hércules, onde, à entrada da Via Consolare a rua é atravessada por antigas lajes de passagem, Norbert Hanold deteve-se e pediu à rapariga que passasse para diante. Percebendo o que ele pretendia, “e repuxando um pouco o vestido com a mão esquerda, Zoe Bertgang, a Gradiva rediviva, ultrapassou-o, envolta pelo olhar sonhador dele, e, com o seu andar calmo e ligeiro, atravessou a rua em plena luz do sol pela fileira de pedras”. Com o triunfo do amor, também o que o delírio continha de belo e precioso se revela […].»

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O preço original era: 15,00 €.O preço atual é: 13,50 €.

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Tradutor(es):
Colecção: Fora de Colecção
ISBN:
978-989-785-393-7
Data de publicação:
13/01/2026
Páginas:
128
Edição actual:
Janeiro 2026
Capa:
Brochada
Descrição

Que relação existe entre os sonhos, a arte e o inconsciente? Neste livro fascinante, Sigmund Freud analisa o romance Gradiva, do escritor alemão Wilhelm Jensen (1837 – 1911), para mostrar como os desejos reprimidos e os conflitos internos se escondem até mesmo nas pequenas acções quotidianas.

O jovem protagonista do romance, fascinado por um baixo-relevo da Roma Antiga, começa a viver entre a realidade e o delírio – e é aqui que Freud nos convida a escavar, como arqueólogos da mente, os traços profundos da psique humana.

Através da análise da arte, do delírio e do sonho, Freud revela como a pulsão, o desejo e o recalcamento se manifestam sob a superfície do consciente. O que à primeira vista parece ser apenas uma interpretação literária transforma-se numa investigação profunda dos meandros do inconsciente: as escavações arqueológicas do protagonista tornam-se metáfora da escavação psíquica, a partir da qual renascem memórias e fantasias recalcadas.

Numa nova edição revista da magistral tradução para língua portuguesa de Joana Morais Varela, aquele que já foi considerado um dos mais engenhosos e instigantes textos de Freud volta a estar acessível aos leitores.

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