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Nocturno

O romance Nocturno, de António Canteiro, venceu o Prémio Ferreira de Castro de Ficção Narrativa de 2020, tendo sido considerado pelo júri «uma proposta consistente e original». 

António Canteiro

  • Edição Outubro 2021
  • Colecção Gradiva
  • ISBN 978-989-785-100-1
  • Páginas 176
  • Capa Brochada/capa mole
  • Dimensões 14,7x22,2 c/ badanas
€13,00 €11,70
Brevemente

O romance Nocturno, de António Canteiro, venceu o Prémio Ferreira de Castro de Ficção Narrativa de 2020, tendo sido considerado pelo júri «uma proposta consistente e original». Além disso, destaca «o vocabulário poético, o rigor e a estrutura criativa desta obra, que apresenta uma escrita de qualidade, hábil combinatória ficcional das componentes biográfica, memorialística e ensaística interartes, com páginas verdadeiramente geniais».

O contexto do romance é o da sub-região da Gândara de Carlos de Oliveira, no tempo da gripe pneumónica (em 1918), uma pandemia muito semelhante à que vivemos hoje. O protagonista, o músico António de Lima Fragoso, sucumbe aos 21 anos à doença da febre amarela. Foi no dia 13 de Outubro daquele ano, o mês fatídico em que mais três irmãos, duas primas e uma tia são vítimas mortais da mesma doença, todos debaixo do mesmo tecto, na sua casa da Pocariça, Cantanhede. António de Lima Fragoso, que foi aluno de Thomás Borba e Luís Freitas Branco, concluiu o exame final de piano no Conservatório Nacional com 20 valores e compôs uma obra musical notável, mas também escreveu Contos e Cartas a Maria, obra literária que dirigia a um sujeito ambíguo no seu ideário sócio afectivo, e que poderia muito bem tratar-se da amiga, pintora, Maria Amélia Carneiro, sua conterrânea da Pocariça, com quem convivia, amiúde, partilhando «artes» durante a permanência de ambos na cidade do Porto, aos fins de semana e durante as férias na aldeia Natal.

*Dina Lopes, autora da pintura da capa, nasceu em Anadia, em 1972. Licenciou-se em Pintura na ARCA - Escola Universitária das
Artes de Coimbra, em 1998. Tem realizado várias exposições colectivas e individuais «em Portugal e no estrangeiro, tendo desenvolvido uma técnica muito própria que nos leva a viajar no Tempo e no Espaço através da sobreposição de Imagens e Transparências.
Algumas das suas obras fizeram parte dos cenários da RTP Internacional, em 2001.
Entre outras ilustrações contam-se a da capa do CD «Coimbra no Outono da Voz», de António de Almeida Santos (2002), e de livros e jogos didáticos entre 2003 e 2008.
Está representada em colecções públicas (Assembleia da República e Câmara Municipal de Cantanhede), bem como em coleções privadas em Portugal e noutros países.