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Uma Crise Portuguesa

Francisco da Conceição Espadinha

  • Edição Janeiro 2014
  • Colecção Trajectos
  • ISBN 978-989-616-574-1
  • Páginas 196
  • Dimensões 0 x 0
€12,90 €6,45

Um livro que abre novas perspectivas de debate sobre a crise que o país atravessa. Faz uma leitura abrangente desde o arranque da democracia até à fase actual do cumprimento do programa de resgate em curso. Identifica os principais factores que mais contr

Este livro propõe-nos uma outra leitura da crise que se vive hoje em Portugal. Ao identificá-la como uma crise portuguesa, esta obra procura evidenciar os traços mais profundos desta prolongada conjuntura de dificuldades económicas e sociais que o país atravessa, indo para além das suas manifestações mais imediatamente visíveis.

A obra é dividida em doze capítulos, em que, com excepção do último, que reflecte sobre as perspectivas de futuro da situação do país, se faz uma análise dos traços marcantes da crise em Portugal. E esta análise vai desde o comportamento dos partidos políticos, passando pelo debate sobre o Estado social, a austeridade e os seus responsáveis, a ausência de crescimento económico e o desemprego que tem gerado, o mercado de trabalho, as parcerias público-privadas que agravaram o endividamento do país, a guerra fria, como legado do Estado Novo, a reforma do Estado, como uma exigência premente para a recuperação do país, o regime constitucional instaurado na nossa democracia, a União Europeia, como um dos temas fulcrais da Europa dos nossos dias e sobretudo para Portugal, nas presentes circunstâncias, até ao balanço das quatro décadas de democracia entretanto decorridas.

É, no fundo, um estudo que contribui para o debate político com novos argumentos, sustentados por uma coerência interna que importa conhecer.

O autor deixou recentemente a direcção de uma editora, para se dedicar sobretudo à investigação de temas ligados à sociedade portuguesa contemporânea, na esfera da sociologia política. Em relação a este ensaio, faz questão de sublinhar que não está vinculado a nenhum partido político, mantendo uma postura independente e empenhada no desenvolvimento do país, no quadro da democracia pluralista.