Catálogo
Voltar atrás
Novidade
-10%

A PRODIGIOSA AVENTURA DAS PLANTAS

Jean-Marie Pelt , Jean-Pierre Cuny

  • Edição Setembro 2019
  • Colecção Ciência Aberta
  • ISBN 978-989-616-928-2
  • Páginas 248
  • Capa Brochada/capa mole
  • Dimensões 13,5x21
€18,00 €16,20
Brevemente

UM CLÁSSICO HOJE AINDA MAIS ADMIRÁVEL!

Se os animais nos apaixonam, é porque estão próximos de nós, a ponto de por vezes pensarmos que nos reconhecemos neles. Mas as plantas, imóveis, silenciosas, em que é que se parecem connosco?

Tal como os animais, viveram uma grande epopeia: a epopeia da evolução. Assim como nós, têm uma história.

Ao vê-las viver, descobrimos nelas «hábitos» e «comportamentos» que nos pertencem também. Porque, para lá das aparências, a vida é una: e as plantas obedecem, como nós, a leis imutáveis. Para tornar inteligível a sua vida misteriosa, era necessário o olhar novo de quem procura evidenciar aquilo que constitui a unidade fundamental do mundo vivo. Foi isso que fizemos para vós.

É assim que os autores introduzem esta obra-prima que constituirá, para os seus novos leitores, uma verdadeira surpresa. A botânica, que o público português teria boas razões para considerar um tema árido e difícil, assume aqui a dimensão de uma história de mistério apaixonante que alterará a nossa visão do mundo e da própria vida. Vivamos, então, com os autores, esta Prodigiosa Aventura  das Plantas.

«Porque, quanto mais avançarem neste livro, a menos que já sejam botânicos, mais se admirarão ao descobrir até que ponto o povo vegetal é irmão do nosso.
Irão saber — já era tempo — que as flores mais banais, a que vocês não ligam nenhuma, puseram a funcionar mecanismos espectaculares. Ser-vos-á dito, e é verdade, que os órgãos sexuais de certas flores podem reagir, ao primeiro toque, com um vigor perfeitamente animal. Irão verificar que a flor não é essa encantadora palerma entregue aos contactos febris do Casanova borboleta apalpadora, mas que, na maior parte dos casos, é ela que tem o seu diploma de piloto lepidóptero. E, bem entendido, terão, de vez em quando, a página da coluna social. Irão estremecer com as façanhas da flor que assassina os bebés-moscas; da flor vampira da Indonésia, e nem digo mais.

Irão saber também que uma flor pode ser roubada, como à esquina da rua, por um insecto que pensava conhecer.

Mas o que irá sobretudo surpreendê-los são os acordos de cumplicidade, os verdadeiros contratos de troca de serviços que, manifestamente, foram assinados entre flores e insectos, em virtude de um acordo ao mais alto nível da biologia, cujas aplicações deixam o campo livre ao engenho das espécies, e mesmo dos indivíduos.»