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Um Silêncio de Sombras

Silvério Manata

  • Edição Janeiro 2018
  • Colecção Gradiva
  • ISBN 978-989-616-817-9
  • Páginas 156
  • Dimensões 14,7 x 22
€15,50 €13,95

Não são muitos os escritores portugueses contemporâneos que conjugam o domínio da língua com uma trama rica, historicamente documentada e cativante. Silvério Manata afirma-se como um deles, a cada livro que publica. Este Um Silêncio de Sombras confirma o seu talento de escritor, ao mesmo tempo que nos prende numa história vivida entre palavras não ditas sobre um período sombrio das vidas das personagens e da região gandaresa que é retratada.

Ao longo das páginas vamos conhecendo – com a parcimónia e o ritmo impostos pela própria personagem – a vida do velho Ti Sabido, contada a alguém muito distinto de si: um jovem citadino, dependente das novas tecnologias e do automóvel, forçado a passar uns dias naquele meio onde se sente deslocado. O convívio de ambos acaba por propiciara confidência – e somos surpreendidos no final por uma revelação de grande candura e abnegação.

A uma era de exposição voluntária pública de tudo o que se faz e diz, este livro contrapõe a inefável delicadeza da intimidade e do pudor numa escrita original e sensível.

Prémio Literário Alves Redol 2017, este novo romance de Silvério Manata é um verdadeiro convite à leitura que se saboreia, para apreciadores de boas narrativas, atravessando vários planos temporais e acontecimentos diversos, numa combinação hábil.

Um retrato ficcional de uma época e, ao mesmo tempo, uma história de amor que se revela aos poucos, cativando o leitor da primeira à última página.

Excerto:

«Domingo. Amanheci esdrúxulo. Amarrado aos lençóis, analisei o projeto da firma religiosa, achei-o absurdo; a chuva persistente aguou-o, aguou-me. Os pingos batiam na janela, transpunham a vidraça, insinuavam-se-me nos poros, repassavam-me. Chovia-me por dentro. Procurei as horas no telemóvel. Não o encontrei. Vasculhei a casa: sumira-se, furtado ou perdido, no rebuliço da noitada. Almejei fugir dali. Animei-me na ideia de serno dia seguinte.»

Imortal de José Rodrigues dos Santos

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