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Nanquim Não Chora

Hong Zheng

  • Edição Janeiro 2018
  • Colecção Gradiva
  • ISBN 978-989-616-785-1
  • Páginas 440
  • Dimensões 14,7 x 22,2
€22,00 €19,80

«Li sem conseguir parar este romance histórico admirável. O autor é um prestigia do físico sino-americano do MIT, que quando se jubilou fez um curso de escrita criativa em Harvard para o poder escrever (teve uma nota brilhante, seguramente!). Com um enredo ficcional absorvente, uma reconstituição histórica que é um modelo, personagens tão bem desenhados, tão humanos, tão reais, que não os consigo esquecer, narra, com o realismo de quem conheceu e ouviu sobreviventes, o massacre perpetrado pelo exército nazi japonês durante a invasão da China, particularmente na ocupação de Nanquim.

A certa altura do romance, exprimindo a crueldade inimaginável daquilo a que assistia,numa reacção para além do máximo humano suportável de dor, ultrapassada a capacidade de sofrimento e de assombro, May, a personagem feminina inesquecível, interroga-se,«porque fazem isto se é inútil, se não precisam de o fazer?».

E o enredo é magnífico, o retrato ficcional, o comportamento das várias personagens,são   iluminados pelas referências à essência da mundivisão chinesa, sempre presente na obra. E, claro, uma narração impressionante da realidade desse período terrível, negro mas paradoxalmente fecundo, por ter obrigado os intelectuais e dirigentes chineses a um olhar distanciado sobre o seu passado glorioso de continuidade singular, interrogando-se sobre as causas dessa decadência humilhante da China.

Assenta nessa auto-interpelação a força que agora impeliu a China para a sua reemergência. Resulta dela a decisão surpreendente de experimentarem tudo, importarem sem reserva do Ocidente e experimentarem todas as soluções políticas eeconómicas que lhes podiam ser úteis.

Traduzindo o conhecimento profundo do autor sobre a história e o espírito chinês, o desfecho admirável do livro revela a espantosa autoconfiança, empenho e patriotismo sedimentados por 3000 anos de continuidade civilizacional.»

Guilherme Valente