«Os Livros Que Não Escrevi não é um compêndio de pensamentos ilusórios. Cada capítulo é um mapa reflexivo, lúcido e cheio de factos acerca de um lugar cuja exploração, diz Steiner, ele se recusa a realizar. Misteriosamente, esta cartografia é suficiente.»
Alberto Manguel, The Spectator
Nesta obra original e audaciosa, George Steiner revela o segredo de sete livros que não escreveu – porque as indiscrições eram excessivamente intimidantes, porque o tema provocava demasiada dor, porque o desafio emocional e intelectual se revelava superior às suas capacidades.
Os temas tratados variam muito e desafiam tabus convencionais: a experiência do sexo em línguas diferentes, as reivindicações do sionismo, um amor mais intenso pelos animais do que pelos seres humanos, o privilégio dispendioso do exílio ou a teologia do vazio.
Com uma honestidade desarmante, Steiner passa além da sua enorme erudição e da racionalidade pela racionalidade para nos mostrar «unicórnios no jardim da razão».
Uma percepção unificadora subjaz à diversidade de Os Livros Que Não Escrevi: o melhor que temos ou podemos produzir é apenas a ponta do icebergue. Por detrás de cada bom livro encontra-se o livro que ficou por escrever. Aquele que teria fracassado melhor?