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O Mito de Inglaterra

Anglofilia e anglofobia em Portugal (1386-1986)

Luiz Eduardo Oliveira

  • Edição Janeiro 2014
  • Colecção Fora de Colecção
  • ISBN 978-989-616-607-6
  • Páginas 464
  • Dimensões 0 x 0
€25,00 €22,50

Este livro procura apreender, nosdiscursos que «narram» Portugal na longa duração da sua história, os momentos de tensão, ambiguidade e oscilação das representações deanglofobia e anglofilia, com base nas relações político?diplomáticas, dinásticas e cultu

 

Este livro busca apreender, ao longo da História portuguesa, os momentos de tensão, ambiguidade e oscilação das representações anglofóbica e anglófila de Inglaterra e do povo inglês. Com tal intuito, foram demarcados dois limites cronológicos significativos: 1386, ano em que foi firmado o Tratado de Windsor, e 1986, ano em que Portugal entra definitivamente para a Comunidade Económica Europeia, para onde foram transferidas as esperanças de prosperidade e, com elas, o mito do Quinto Império. Investigação e divulgação sérias, ao alcance de todo o público interessado.

 

 

Este livro procura apreender, nos discursos que «narram» Portugal na longa duração da sua história, os momentos de tensão, ambiguidade e oscilação das representações de anglofobia e anglofilia, com base nas relações político-diplomáticas, dinásticas e culturais entre os dois países. Deste modo, pretende estabelecer coordenadas históricas e teórico-metodológicas para se pensar o mito de Inglaterra em Portugal.

 

 

Com tal intuito, foram demarcados dois limites cronológicos significativos: 1386, ano em que foi firmado o Tratado de Windsor, que preparou o momento da união dinástica com Inglaterra e a legitimação da Casa de Avis, e 1986, ano em que Portugal entra definitivamente para a Comunidade Económica Europeia, para onde foram transferidas as esperanças de prosperidade e, com elas, o mito do Quinto Império. Neste momento, como compensação da perda das colónias africanas, é-lhe oferecido o portal de entrada na Europa «civilizada» e «polida», algo tão almejado por Pombal já no século XVIII, bem como um novo meio de se afirmar à escala intercontinental: a lusofonia − daí o mapeamento e o estudo linguístico da chamada Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).