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O Grande Terramoto de Lisboa

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Helena Carvalhão Buescu , Helena Carvalhão Buescu

  • Edição Janeiro 2005
  • Colecção Fora de Colecção
  • ISBN 989-616-044-9
  • Páginas 640
  • Dimensões 0 x 0
€30,30 €27,27
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Com que palavras de uma linguagem medida poderá enunciar-se o excesso tornado visível no Terramoto de 1755? Com que linguagem articulada poderá dizer-se o que, precisamente, desarticula, transforma em inarticulado? Nas reacções portuguesas, europeias e brasileiras ao Terramoto de Lisboa podemos ler, por um lado, o peso e o fascínio de uma dimensão cultural que escolhe a figuração da Cidade como seu lugar de eleição e, por outro lado, a atracção da dimensão natural e da evidência da sua irrupção, sublime até na sua capacidade destrutiva. A diversidade de reacções originadas pelo Terramoto sublinha o carácter único do evento, algo que se manifesta como estando para lá dos modelos discursivos, culturais e simbólicos previamente conhecidos. A experiência do Terramoto dá a ver essa condição, tornando-a o esteio da sobrevivência. Atravessar a morte construindo-a como dado para o presente e o futuro, integrando a noção de ruptura na própria consciência do devir humano: é esta a experiência que 1755, como outros eventos assentes sobre catástrofes análogas, implica.

As vinte e oito contribuições aqui agrupadas, provenientes de uma indagação de base comparatista e assinadas por especialistas das mais prestigiadas universidades portuguesas, europeias, americanas e brasileiras, reflectem a forma como hoje respondemos às catástrofes que, mesmo duzentos e cinquenta anos depois de acontecerem, não são sentidas como meros eventos do passado.