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Terça, 12 de Junho de 2012
30 anos de “Ciência Aberta” ou cerca de 200 títulos depois

Portugal mudou muito nos últimos 30 anos!

A ciência, na sua globalidade, é uma das áreas em que essa mudança surge pela positiva como um facto quantificável, qualificável e substancialmente significativo em Portugal.

Mudança elevadíssima no número de investigadores doutorados em instituições portuguesas, mudança majoral no número de laboratórios e instituições de ciência reconhecidas internacionalmente, centros de incubação e produção de conhecimento científico de referência e excelência internacional, mudança no aumento do número de museus e centros interactivos dedicados à apresentação do conhecimento científico e tecnológico a todos.

Neste mês de Junho assinala-se o aniversário de uma colecção de literatura de divulgação de ciência que faz parte da história literária e editorial portuguesa contemporânea e que influenciou um número maioritário de cientistas portugueses: o 30.º aniversário da colecção “Ciência Aberta”, da editora Gradiva.

A “Ciência Aberta”, livre, sem preconceitos, sem espartilhos doutrinários, sem fronteiras geográficas nem agendas políticas (o conhecimento científico é de e para todos), motivou e deslumbrou toda uma geração de jovens dos “7 aos 77”.

Há quem (pelo menos o Professor Doutor Carlos Fiolhais no seu livro “A Ciência em Portugal”) designe a geração de cientistas que, no início da década de 80 do séc. XX (e décadas sequentes), desabrocharam solida e compaginadamente para a ciência com a “Ciência Aberta”, como a “Geração Gradiva”.

Dezenas de investigadores com quem tenho conversado sobre este assunto incluem-se, sem hesitações, no que esta designação implícita: foi muito devido à “Ciência Aberta” da Gradiva que as suas formações científicas se fizeram e/ou completaram, que as suas escolhas e opções de investigação se definiram.

As novidades sobre um horizonte possível e tangível, numa escala de amplitude sem precedentes entre o atómetro (milésima milionésima parte do nanómetro) e os mais de 13 mil milhões de anos do Universo, foram sendo primeiramente reveladas através da “Ciência Aberta”. Conhecimento acessível nas fronteiras do saber e para além do que se ensinava e ensina nas nossas Universidades.

Hoje, passados 30 anos, a colecção que cresceu ininterruptamente com uma média impressionante de um novo título em cada dois meses, tem vindo a incluir no seu seio e de forma crescente, vários autores portugueses: só nos últimos 11 anos publicou 27 obras de cientistas portugueses, num total de 37 publicados desde o início da colecção (a lista não cabe no espaço desta crónica!).

Para além do que ficou dito, acrescente-se que a “Ciência Aberta” compõe-se no presente por 193 obras de incontornáveis divulgadores de ciência como sejam Hubert Reeves, Carl Sagan, Richard Feynman, Stephen Jay Gould, Stephen Hawking, Richard Dawkins, entre muitos, muitos outros.

Por fim, aproxima-se uma outra celebração: a do título número 200!
Cá estaremos para o ler.

António Piedade

Retirado daqui - http://dererummundi.blogspot.pt/2012/06/30-anos-de-ciencia-aberta-ou-cerca-de.html