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O Mito dos Jesuítas I
Colecção: Fora de Colecção

Páginas: 628
Ano de edição: 2006
ISBN: 978-989-616-141-5
31,3 €
28,17 €


Sinopse
Os Jesuítas, uma ordem fundada por Inácio de Loyola e instituída em Portugal em 1540 por Francisco Xavier e Simão Rodrigues, constitui uma das congregações simultaneamente mais fascinantes e mais controversas da história portuguesa e europeia.

A Companhia de Jesus exerceu, de facto, uma influência modeladora na Igreja, na sociedade, na política e na cultura portuguesas desde a sua fundação. As diferentes leituras do papel desta ordem na história de Portugal continuam a dividir os historiadores quanto ao valor real da sua acção. Tal se deve, em grande medida, aos estereótipos que ainda persistem, resultantes das intensas propagandas antijesuíticas e filojesuíticas que produziram, por um lado, um mito negro e, por outro, um mito luminoso em torno desta Ordem religiosa.

Portugal foi o primeiro país a acolher a Ordem de Santo Inácio, logo no primeiro ano da sua aprovação pelo Papa Paulo III, e a dar-lhe, ao mais alto nível, um apoio que se revelou decisivo para a sua afirmação na Europa e nos espaços ultramarinos abertos à missionação.

Mas Portugal foi também o primeiro reino a expulsar impiedosamente os Jesuítas, na época das Luzes, pela mão do Marquês de Pombal; medida extrema que veio a ser reeditada duas vezes: em 1834, no quadro da restauração do Liberalismo, e em 1910, pela I República. No entanto, a Companhia de Jesus conseguiu regressar sempre e reerguer-se com notável rapidez e eficácia sobre as ruínas das suas extinções, deixando uma marca indelével em importantes domínios da vida do nosso país.
Esta obra fascinante de José Eduardo Franco resulta de uma intensa investigação de sete anos sobre a natureza e a acção da Companhia de Jesus e em torno da propaganda de ataque e de defesa dos Jesuítas ao longo de quase cinco séculos de história. Estamos perante um projecto de investigação e fundamentação únicos que opera a desconstrução dos estereótipos e propõe um roteiro para a compreensão global do mito da conspiração que se gerou à volta dos Padres da Companhia em que se empenharam figuras políticas cimeiras do nosso país.
«A tese de José Eduardo Franco constitui um trabalho excepcionalmente rico, amplo e inovador, fundado em grande erudição e fecundado com inteligência histórica. Esta obra constitui uma notável contribuição para a história e para a antropologia religiosa da modernidade.»

PHILIPPE BOUTRY
Director do Centre d'Anthropologie Religieuse Européenne, École des Hautes Études en Sciences Sociales
Autor(es)
José Eduardo Franco (1969).

Historiador. Professor Catedrático Convidado da Universidade Aberto e Titular da CIDH - Cátedra FCT/Infante Dom Henrique de Estudos Insulares e da Globalização (Universidade Aberta/Polo do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa). Membro da Academia Portuguesa da História. Doutorou-se em “História e Civilizações” pela EHESS de Paris em Cultura pela Universidade de Aveiro, sendo mestre em História Moderna pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e mestre em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da mesma Universidade de Lisboa. Concluiu com sucesso a coordenação de vários projectos de investigação de grande fôlego, entre os quais os volumes do Dicionário Histórico das Ordens, a Obra Completa do Padre Manuel Antunes em 14 volumes e o projecto Arquivo Secreto do Vaticano editado em 3 volumes. Da sua vastíssima bibliografia destacam-se os estudos aprofundados sobre Vieira, os Jesuítas e o Marquês de Pombal. Dirigiu com Pedro Calafete o grande projecto luso-brasileiro chamado “Vieira Global” que publicou a Obra Completa do Padre António Vieira em 30 volumes e agora prepara um Dicionário do Padre António Vieira, assim como a tradução e edição da obra selecta deste autor em 20 línguas de grande circulação internacional. É director com Carlos Fiolhais do projecto de investigação e edição intitulado Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa, que está a ser editado pelo Círculo de Leitores em 30 volumes. Coordena ainda o projecto “Culturas em negativo” de que resultará a publicação de um Dicionário dos Antis e uma História da Cultura Portuguesa em Negativo. A matriz deste projecto, à semelhança de outros seus, já está a ser adaptada desenvolvida noutros países. Da sua vastíssima bibliografia destacam-se os seguintes livros: O Mito de Portugal, Lisboa, FMMVAD/Roma Editora, 2000, e O Mito dos Jesuítas em Portugal e no Brasil, Séculos XVI-XX, 2 Vols., Lisboa, Gradiva, 2006-2007; Dança dos Demónios: Intolerância em Portugal, coordenação em parceria com António Marujo, Lisboa, Círculo de Leitores/Temas e Debates, 2009; Brotar Educação, Lisboa, Roma Editora, 1999; Monita Secreta (Instruções Secretas dos Jesuítas). História de um manual conspiracionista (em co-autoria com Christine Vogel) Lisboa, Roma Editora, 2002; Influência de Joaquim de Flora em Portugal e na Europa. Com edição dos escritos de Natália Correia sobre a “Utopia da Idade Feminina do Espírito Santo” (em co-autoria com José Augusto Mourão), Lisboa, Roma Editora, 2004; O Padre António Vieira e as Mulheres: Uma visão barroca do universo feminino (em co-autoria com Isabel Morán Cabanas), Porto, Campo das Letras, 2008 Holodomor. A desconhecida tragédia ucraniana (1932-1933), coordenação em parceria com Beata Elzbieta Cieszynska, Lisboa, Grácio Editor, 2013; Portugal Tolerante. Um milénio de convivência no espaço português. Textos para o diálogo intercultural, coordenação em parceira com Paulo Mendes Pinto, Lisboa, Sinais de Fogo, 2014; Jesuítas, Construtores da Globalização, em coautoria com Carlos Fiolhais, Lisboa, CTT-Correios de Portugal, 2016. Tem ainda ensinado, como professor convidado e visitador em várias universidades a nível internacional, entre as quais, a Universidade de São Paulo, a Universidade de Paris Panteón-Assas, a Universidade de Chemnitz, a Universidade de Santiago de Compostela, a Universidade de Alcalá de Henares e a Universidade Federal de Sergipe. Foi-lhe atribuída, em 2015, a Medalha de Mérito Cultural do Estado Português, o mais importante galardão atribuído pelo Governo Português, como reconhecimento dos serviços prestados à cultura e à Ciência.