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Crítica da Razão Ausente
Colecção: Ciência Aberta

Páginas: 200
Ano de edição: 2004
ISBN: 978-972-662-959-7
13,12 €
11,81 €

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Sinopse
«(...) a ciência moderna não é a única explicação possível da realidade e não há sequer qualquer razão científica para a considerar melhor que as explicações alternativas da metafísica, da astrologia, da religião, a arte ou da poesia.»
BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS, Um Discurso Sobre as Ciências, 12.ª ed., 2001

«uma certa forma de conceber e praticar a ciência, uma ciência socialmente empenhada na afirmação dos valores da democracia, da cidadania, da igualdade e do reconhecimento da diferença (...). Esta é a concepção de ciência que, em geral, tem presidido à investigação realizada no Centro de Estudos Sociais, que dirijo»
BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS, Conhecimento Prudente para uma Vida Decente, 2003

Se, de uma forma muito simples, mas clara, dissermos que o pensamento ideológico é um pensamento fechado, comprometido com uma conclusão prévia, e se considerarmos que ciência é o contrário disso mesmo (ou, no caso das ciências sociais, o empenho para do contrário disso mesmo se aproximar), perceberemos que o pensamento praticado por Boaventura Sousa Santos e aquilo que, em geral, afirma fazer-se no seu Centro de Estudos Sociais não serão ciência, mas ideologia. De modo idêntico, a astrologia, ao afirmar como verdade, sem prova empírica, uma ligação directa entre os astros e o destino do homens, também não é ciência. Quanto à arte, à religião, à poesia, manifestações humanas que são expressão de saberes e fonte de conhecimento, não são, como bem se compreende, ciência. Ciência também não é o mesmo que tecnologia, pelo que é absurdo pôr em causa a ciência com o argumento da possibilidade do mau uso das suas aplicações, uso que, este sim, deve subordinar-se ao entendimento do bem comum.

Confundir todas estas manifestações humanas releva de um pensamento reactivo só explicável, porventura, nos casos em que não é razoável supor-se uma ausência gritante de cultura filosófica e histórica, no registo dos afectos.

São estas confusões grosseiras - calamitosas muito particularmente para o sistema de ensino, para a universidade e a investigação em todos os domínios, na ciência, mas também nas ciências sociais - que António Manuel Baptista, distinguindo com rigor e coerência aquilo de que fala e está em causa, continua, paciente e expressivamente, a enfrentar e a procurar esclarecer.
Autor(es)
ANTÓNIO MANUEL BAPTISTA é Professor Catedrático de Física da Academia Militar. Dirigiu o Laboratório de Isótopos do IPO. Trabalhou no Medical Research Council e no Royal Cancer Hospital, de Londres. Graduado pela International School of Nuclear Science and Engineering, Estados Unidos. Foi Professor de Medicina Nuclear da Michigan State University. Os seus trabalhos de investigação distribuem-se por várias disciplinas. Publicou estudos e artigos em várias revistas científicas internacionais. Pela sua brilhante e continuada actividade de divulgação na rádio, na televisão e na imprensa foi distinguido com o Prémio
da Imprensa (1969) e o Prémio Vídeo da Televisão (1981).