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Logo à Tarde Vai Estar Frio
Colecção: Gradiva

Páginas: 116
Ano de edição: 2016
ISBN: 978-989-616-700-4
Dimensões: 14,7 x 22,2 cm
10 €
9,00 €

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Sinopse
Um romance inspirado em António Nobre. Uma escrita poética cativante.
Autor premiado em várias obras!

Logo à Tarde Vai Estar Frio, o novo romance de António Canteiro, inspirado na vida e na obra de António Nobre, apresenta uma prosa poética, que segue uma escrita ao mesmo tempo simples, nos vocábulos, e profunda, nos sentidos. Nesta biografia poética romanceada, o autor desenvolve uma narrativa carregada de sentido, recheia as páginas de lembranças, de detalhes de vida, de olhares sobre o mundo e sobre os outros, de emoções.

Num registo sossegado, mas simultaneamente vivo e cativante, esta obra de António Canteiro, realista na demarcação espacial e temporal dos capítulos, conduz o leitor pela história com um convite à permanência, pois o tom incita a saborear e a deixar-se conduzir pelas linhas com merecido vagar.

O romance Logo à Tarde Vai Estar Frio venceu, em 2014, o Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho. Em 2013, fora galardoado com Menção Especial do Júri, no Prémio Literário João José Cachofel/Casa da Escrita.

«Logo à Tarde Vai Estar Frio evidencia um universo pessoal ímpar de escrita no conjunto dos novíssimos autores que emergiram no romance português já neste século. Com efeito, o conjunto de virtualidades imagéticas e metafóricas desenhado pela escrita de António Canteiro manifesta uma compleição lírica da escrita, dotada de frases muito expressivas mas não expressivistas, fundada numa sintaxe muito clara e num léxico tecido de vocábulos comuns, mas trabalhados literariamente de modo a, em conjunto, soltarem no leitor uma espécie de comprazimento estético.

De facto, neste romance, prolongamento estilístico dos anteriores, António Canteiro possui uma prosa lírica mas não atormentada, não angustiada, apenas melancólica, expressão de alguma inquietação existencial vivida por António Nobre, sobretudo nos capítulos dedicados à sua doença.
Com efeito, todo o romance é constituído por uma contida explosão de sentimentos que, cruzados, se transmutam numa espécie de permanente melancolia.

Com efeito, tematizando alguns dos grandes problemas da existência, da escrita de Logo à Tarde Vai Estar Frio não resulta uma consciência infeliz nas personagens, apenas um lamento contínuo, como se fosse possível um outro mundo e uma outra existência para cada uma das personagens.

Realista na demarcação temporal e espacial dos três capítulos, lírico no estilo, eivado de frases curtas que roçam versos poéticos numa escrita suave e encantatória, formosa, harmónica, sem excessos, sem exuberância lexical, desprezando igualmente a objectividade do real e a fidelidade à representação do olho que vê. Ao contrário, todo ele é contaminado pela recriação lúdica mas contida de estados emocionais.

Social na questionação, memorialista na rememoração do segundo António sobre a arte de ser poeta.
No final, resta o silêncio às três personagens, António, António e Afrodite.

Resta-nos a nós o silêncio.» - Miguel Real
Autor(es)
ANTÓNIO CANTEIRO, pseudónimo de João Carlos Costa da Cruz, nasceu em 1964, em S. Caetano. Vive atualmente em Barracão, Febres. Conta com as seguintes obras publicadas:

Parede de Adobo (CSPSC), romance de estreia que recebeu Menção Honrosa do Prémio Literário Carlos de Oliveira),em 2005;

Ao Redor dos Muros (Gradiva), romance que venceu o Prémio Literário Alves Redol, em 2009;

Largo da Capella (Gradiva), romance que obteve a Menção Honrosa do Prémio Literário João Gaspar Simões, em 2011;

O Silêncio Solar das Manhãs
(Gradiva) venceu o Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama, em 2013;

Logo À Tarde Vai Estar Frio (Gradiva), romance galardoado com Menção Especial do Júri, no Prémio João José Cochofel/Casa da Escrita de Coimbra, e vencedor, em 2015, do Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho;

Na Luz das Janelas Pestanejam as Sombras
(Ed. LASA), livro de poesia que arrecadou o Prémio Bocage, em 2015;

A Luz Vem das Pedras, romance agora dado à estampa, que venceu em 2015 o Prémio Alves Redol.