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Número Zero
O novo e surpreendente romance de Umberto Eco
Autor: Umberto Eco
Colecção: Fora de Colecção

Páginas: 164
Ano de edição: 2015
ISBN: 978-989-616-643-4
Capa: Brochado
12 €
10,80 €

Quantidade:
Sinopse
Um livro empolgante, de um escritor que dispensa apresentações.

Este é um romance que não deixa ninguém indiferente à reflexão sobre os jornais e o jornalismo. Como cenário de fundo tem uma redacção de um jornal diário, que se está a constituir de modo apressado e por razões que menos se relacionam com o objectivo de preparar boa informação e mais respeitam à criação de uma «fachada» para servir interesses próprios. Neste caso, não os interesses dos jornalistas, poucos, relativamente mal pagos e com histórias de carreira onde o sucesso não tem tido lugar, mas sim os interesses de quem tem poder, dinheiro ou ambos. Poderá um órgão de comunicação social servir para ter os inimigos na mão e chegar aonde se quer?

Um jornal que está a dar os primeiros passos muito tem para decidir. E esta obra de Umberto Eco torna-se, nesta vertente, numa espécie de «manual» de decisões onde a qualidade do produto final está mais arredada das preocupações do que seria desejável. Neste jornal, designado Amanhã, há espaço para criar notícias, reciclar notícias e encobrir notícias. Sendo esta uma obra de ficção, a leitura que pode ser feita do que lá se escreve vai além da boa leitura que a narrativa proporciona.

Poder e jornalismo associam-se aqui a teorias da conspiração. Um redactor paranóico que anda pela Milão em que a história se passa, segue atrás de pistas que remontam ao fim da Segunda Guerra Mundial e, somando factos, chega a um complexo resultado que tem tudo para convencer. Começa pelo cadáver de um pseudo-Mussolini e segue pelos meandros da política, envolvendo o Vaticano, a máfia, os juízes e os serviços secretos.

Leia aqui um excerto do romance.

Autor(es)
Umberto Eco (1932-2016) foi um eminente filósofo, medievalista e semiólogo italiano.

Estreou-se na narrativa com O Nome da Rosa (Prémio Strega 1981), a que se seguiram O Pêndulo de Foucault, A IIha do Dia Antes, Baudolino, A Misteriosa Chama da Rainha Loana e O Cemitério de Praga.

Entre as suas numerosas obras ensaísticas (académicas e outras), destacam-se: O Signo, Os Limites da Interpretação, Kant e o Ornitorrinco, A Passo de Caranguejo, Construir o Inimigo e outros escritos ocasionais, Obra Aberta, Dizer Quase a Mesma Coisa - Sobre a Tradução e Como se Faz uma Tese em Ciências Humanas. Organizou ainda os livros ilustrados História da Beleza, História do Feio e História das Terras e dos Lugares Lendários.