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Alberto João Jardim na Primeira Pessoa
Vida, trajeto, obra e autoavaliação em grande entrevista
Colecção: Fora de Colecção

Páginas: 126
Ano de edição: 2015
ISBN: 978-989-616-630-4
Capa: Brochado (capa mole)
9,9 €
8,91 €

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Sinopse

«É pouco afirmar que Alberto João Jardim deixou uma marca inapagável e transformadora na história dos quase 600 anos de povoamento do arquipélago madeirense. Haverá uma história da Madeira antes e depois de Alberto João. […]


Acima de tudo, Alberto João Jardim ficará na memória coletiva da opinião pública e no meio político português da democracia contemporânea fundamentalmente como uma voz dissonante. Popular é e ficará popular para muitos, especialmente para o povo simples que aprecia políticos ‘sem papas na língua’, e valoriza um presidente do governo que conversa, convive e festeja com todos, querendo escutar diretamente os problemas da boca das pessoas e muitas vezes garantindo imediatamente a solução a dar, numa espécie de democracia em direto. Contudo, é um político receado e até detestado por alguns setores das elites políticas e intelectuais devido às suscetibilidades criadas pelo seu estilo de liderança. A imagem estereotipada que tem sido cristalizada a partir da forma provocadora de lidar com os jornalistas, de afrontar os seus críticos e de discursar em registo de campanha eleitoral tornou-se dominante nos juízos correntes sobre Alberto João Jardim entre as elites continentais. Esta imagem negativa, que acende muitas críticas, contrasta com a perceção muito diferente com que se fica de Alberto João Jardim em situações e ambientes sociais e culturais, onde a mais conhecida postura combativa deste líder, defensor estrénuo da Madeira contra todos os seus inimigos, que não tem pejo em nomear e caracterizar de forma veemente, dá lugar ao perfil do gentleman, culto, simpático, acolhedor e com grande sentido de humor. Quem conhece os dois lados desta personalidade fica desconcertado com o contraste impressionante entre o Alberto João Jardim dos comícios e das respostas agressivas a alguns jornalistas do Continente e da Madeira e o Presidente do Governo a discursar em congressos científicos e culturais, falando com saber, ponderação e reflexões estimulantes para médicos, historiadores, engenheiros, arquitetos, etc. Parecem duas personalidades diferentes, mas na verdade são dois estilos exercitados para serem adequados a diferentes situações e públicos.


O líder madeirense é, pois, uma das figuras mais polémicas, mais desconcertantes e mais peculiares da história da democracia portuguesa dos últimos 40 anos. Por isso, mais do que a marca material deixada pela sua longa governação, ficará na história política como uma personalidade incontornável enquanto caso de estudo que merecerá a atenção dos cientistas políticos.»


In Introdução

Autor(es)
JOSÉ EDUARDO FRANCO é historiador, poeta e ensaísta (n. 1969), especializado em História da Cultura. Doutorado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris em História e Civilização e Doutorado em Cultura pela Universidade de Aveiro. Tem desenvolvido trabalhos originais de investigação nos domínios da mitologia portuguesa e das grandes polémicas históricas que marcaram a vida cultural, política e religiosa do nosso país, sendo autor de vasta obra neste domínio. Articulista assíduo da imprensa periódica, tem já várias dezenas de artigos publicados nas áreas da História, da Mitocrítica, da Hermenêutica da Cultura, da Filosofia, da Ciência das Religiões, das Ciências da Educação e da História da Mulher. Coordena actualmente um vasto projecto de pesquisa, levantamento e edição dos Documentos sobre a História da Expansão Portuguesa existentes no Arquivo Secreto do Vaticano financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e promovido pelo Centro de Estudos de Povos e Culturas de Expressão Portuguesa da Universidade Católica Portuguesa. É também membro da comissão coordenadora do projecto da edição crítica da Obra Completa do Padre Manuel Antunes, sj, em processo de publicação pela Fundação Calouste Gulbenkian; e coordena o projecto de edição crítica da Obra Completa do Marquês de Pombal. Exerce actualmente as funções de membro da Direcção do Centro de Literaturas de Expressão Portuguesa das Universidades de Lisboa. Na Gradiva, tem editada a obra Fé, Ciência e Cultura. Brotéria - 100 anos, que coordenou em parceria com Hermínio Rico.

PAULO ROCHA é diretor da Agência Ecclesia e editor executivo do programa Ecclesia e 70x7 em emissão na RTP2 e do programa Ecclesia em emissão na Antena 1.

Natural de Melres (Gondomar, Porto), onde nasceu em 1968, é casado e tem uma filha e um filho.
Com um trabalho final de licenciatura em Teologia sobre “Igreja e Comunicação Social”, trabalhou na TVI como assistente de produção e realização e como jornalista entre 1993 e 1997.

Para além das responsabilidades na Ecclesia, onde trabalha desde 1996, é desde 2008 secretário da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.

Ao longo das últimas duas décadas, participou em diferentes intervenções em ações de formação e colóquios sobre Igreja e comunicação social, e publicou artigos sobre a mesma temática, nomeadamente “Evangelização pela Comunicação Social”, Separata de “Os leigos e a Corresponsabilidade na Igreja, ISDC/UCP (2010); e “O dizer na arte de comunicar”, Cadernos ISTA (2013).

É co-autor do livro-entrevista a D. Manuel Clemente Uma casa aberta a todos (Paulinas, 2013) e do livro-entrevista ao cónego António Rego A Ilha e o Verbo (Paulinas, 2014).