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A Passo de Caranguejo
Guerras quentes e populismo mediático
Autor: Umberto Eco
Colecção: Fora de Colecção

Páginas: 492
Ano de edição: 2012
ISBN: 978-989-616-503-1
Capa: Brochado (capa mole)
22 €
11,00 €

Quantidade:
Sinopse
Um início de milénio pródigo em «passos de caranguejo»... Aquilo para que caminhamos, se não invertermos a marcha. Relançamento esperado, numa excelente tradução revista.
 
Num livro actualíssimo, reúnem-se ensaios de Umberto Eco que nos mostram o retrocesso global a que assistimos: o regresso do choque entre islão e cristandade e do medo do «perigo amarelo», a reinvenção da rádio com o iPod, o ressurgimento do criacionismo e tantas outras ocorrências que nos transportam ao último milénio. Um livro corajoso que nos obrigará a olhar de frente e, espera-se, a andar em frente.
 
«Depois da queda do Muro de Berlim, a geografia política da Europa e da Ásia mudou radicalmente, tornando-se claro que estávamos a andar para trás. Os editores de atlas viram-se forçados a [...] inspirar-se nos velhos modelos anteriores a 1914, com a sua Sérvia, o seu Montenegro, os seus Estados Bálticos e assim por diante.
 
Mas a história da nossa involução não fica por aqui, e este início do terceiro milénio tem sido pródigo em passos de caranguejo.
 
Vejamos alguns exemplos: após cinquenta anos de Guerra Fria, o Afeganistão e o Iraque abriram as portas ao regresso triunfal da guerra combatida, ou guerra quente, com o reaparecimento dos memoráveis ataques dos «astutos afegãos» do século XIX no Passo Khaibar.
 

Com o choque entre o islão e o cristianismo, assistimos também ao aparecimento de uma nova temporada das Cruzadas, [...]. Reemergiram os fundamentalismos cristãos que julgávamos existirem apenas nas crónicas do século XIX, com o retomar da polémica antidarwiniana, e ressurgiu (ainda que na forma demográfica e económica) o fantasma do Perigo Amarelo.»

Autor(es)
Umberto Eco (1932-2016) foi um eminente filósofo, medievalista e semiólogo italiano.

Estreou-se na narrativa com O Nome da Rosa (Prémio Strega 1981), a que se seguiram O Pêndulo de Foucault, A IIha do Dia Antes, Baudolino, A Misteriosa Chama da Rainha Loana e O Cemitério de Praga.

Entre as suas numerosas obras ensaísticas (académicas e outras), destacam-se: O Signo, Os Limites da Interpretação, Kant e o Ornitorrinco, A Passo de Caranguejo, Construir o Inimigo e outros escritos ocasionais, Obra Aberta, Dizer Quase a Mesma Coisa - Sobre a Tradução e Como se Faz uma Tese em Ciências Humanas. Organizou ainda os livros ilustrados História da Beleza, História do Feio e História das Terras e dos Lugares Lendários.